O que Foi Decidido na Assembleia Geral?
No último sábado, em 28 de março, os servidores do Judiciário de São Paulo realizaram uma assembleia geral virtual para discutir os encaminhamentos da Campanha Salarial de 2026. Durante o encontro, foi aprovada a aceitação do índice de 4,25% proposto pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Essa decisão foi tomada após um amplo debate, que contou com a participação de aproximadamente 420 membros da categoria.
Participação e Condução do Evento
A assembleia foi conduzida por José Gozze, presidente da Assetj, juntamente com representantes de outras entidades parceiras, como Fespesp e Pública Central do Servidor. Dentre os diretores da Assetj que estiveram presentes, destacam-se Diógenes Marcelino, Geraldo Carvalho Jr. e Margarida Falcão. A condução foi pautada na transparência e na abertura para que todos os participantes pudessem expressar suas opiniões e preocupações.
Votos e Resultados da Votação
A votação final sobre a aceitação do índice de reajuste ocorreu após um extenso debate sobre as demandas da categoria. O resultado foi de 201 votos favoráveis e 97 contrários. A aceitação dos 4,25% foi aprovada, mas com a condição de que as negociações continuem em busca de melhores condições, uma vez que a proposta inicial não atende às perdas inflacionárias acumuladas, que estão em torno de 25,09%.

Discussões sobre a Insuficiência do Reajuste
Um aspecto central da discussão foi a insatisfação com o índice de 4,25%, considerado insuficiente para compensar os danos causados pelo aumento do custo de vida. Diversos participantes se manifestaram sobre a possibilidade de uma greve caso as negociações não avancem conforme as expectativas da categoria. Apesar da aceitação do reajuste, ficou claro que existe uma forte demanda por uma melhoria nas condições financeiras dos servidores e pela reavaliação das propostas do TJSP.
Planos para Futuras Negociações
Os representantes enfatizaram a importância da continuidade das negociações com o TJSP, requerendo uma reunião imediata para debater temas como o Adicional de Qualificação (AQ), os auxílios e a regularização das perdas históricas que somam 20,84%. A proposta é que esse parcelamento seja discutido e implementado nos meses seguintes, assegurando que a categoria não perca mais em termos de poder aquisitivo.
Pautas Estruturais Abençoadas
Além dos temas salariais, a assembleia também aborda a urgência de pautas estruturais. Questões como a aprovação do Adicional de Qualificação (AQ) na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), a implementação do Nível Superior para Escreventes e a criação de um novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários foram ressaltadas como essenciais para a valorização dos servidores.
Mobilização e Atos nos Fóruns
Foi aprovada a realização de atos conjuntos nos fóruns para garantir a continuidade da mobilização em relação a essas pautas prioritárias. As datas e formatos desses eventos ainda serão definidos e divulgados, com o intuito de manter a pressão sobre as autoridades competentes e garantir a visibilidade das reivindicações.
Protocolos com o TJSP
A decisão tomada na assembleia será protocolada junto ao TJSP na terça-feira, 31 de março, com um pedido de antecipação da reunião de negociação. Esta reunião, que originalmente estava agendada para o final de maio, deve abordar questões atuais com prioridade, especialmente o Adicional de Qualificação e outros ajustes financeiros.
Representatividade na Campanha Salarial
A assembleia não apenas proporcionou um espaço para a deliberação sobre a aceitação do índice, mas também reforçou a representatividade dos servidores na campanha salarial. Os participantes deixaram claro que a luta por um reajuste justo é coletiva e deve ser encarada com seriedade, com o intuito de garantir melhores condições para todos os trabalhadores do Judiciário.
O Impacto nas Comarcas do Judiciário
A aceitação do reajuste de 4,25% deve ser refletida nas diversas comarcas do Judiciário. A assembleia contou com a presença de representantes de várias localidades, incluindo Adamantina, Campinas, São Paulo e Ribeirão Preto, entre outras. A mobilização dessas comarcas é crucial para assegurar que as reivindicações sejam ouvidas e consideradas nas negociações futuras.
Esta manifestação de união e força entre os servidores é fundamental para a luta contínua por valorização e respeito dentro do Judiciário paulista. À medida que os debates e mobilizações prosseguem, os trabalhadores permanecem comprometidos em buscar melhorias efetivas e duradouras nas suas condições de trabalho e remuneração.


